A loucura me deixa indiferente quando não se introduz na beleza das tentativas que faço de chegar ao alto do monte da alegria.
Não sei de mim o que seria, se não houvesse a dúvida constante de ser louco, diferente ou distante, quando da Arte se trata.
Sou a favor da estética profunda e missionária, não faço pactos com áreas duvidosas dentro do que faço. Procuro dar os meus passos entre caminhos decentes, e me deixa indiferente sair vitorioso sem merecer a vitória, não quero recompensas nem glória, que não sejam merecidas. Se sou bobo, que o seja, se estou errado que seja também, prefiro não ser ninguém, e só ser o que mereço, minha consciência não tem preço, não venderei minha Alma pela quantia que for.
Eu vivo entregue ao amor, que é um Ser poderoso, fruto das contrapartidas que nos oferece a vida nos tempos que correm hoje, vivo de cabeça erguida, com os olhos bem abertos, com os sentidos despertos e atento ao que se passa, entendo a dor, e as ameaças a que estamos sujeitos. Serei o rei dos defeitos, mas assumo as minhas culpas sem atribuir aos outros os erros por mim cometidos.
Não importa o que sou, só importa o que faço. Estarão sempre abertos os meus braços aos que desejem um amigo. Sejam Mestres alquimistas, sejam pastores do monte, estarei no meu lugar quando seja necessário.
Fernando Girão - Novembro de 2008