São imensas as pequenas coisas que se apresentam ao nosso dia a dia, transformando tudo que é ou será em algo que nunca foi.
A virtude, pode por vezes ser vício pela repetição que fazemos da mesma, nós, os que vivemos na abastança do ocidente rico, viciamos os padrões pelos quais regemos nossas vidas e conduta. O mar das dúvidas fúteis, molha-nos constantemente, ultrapassando a carne e os ossos, e ao contrário de trazer paz e prazer, num avesso não desejado mas por nós próprios induzido, sentimos na alma o cansaço dos caminhos trilhados em nome de coisas que por vezes nem sabemos o que são, não entendemos o significado na essência primeva e voltamos ao instinto primitivo, mas não de uma forma tribalista ou ritual, e aí, então, perdemos o poder e a graça…
A intuição perdeu-se nas armadilhas preguiçosas dos preconceitos generalizados, grosseiros, sem a sabedoria natural do que somos.
Espalho a minha vida num ecrã de mil faces multiplicadas por um milhão de espelhos, simplificadas em algo simples mas complexo: hoje, quando acordei, constatei admirado que conseguia respirar! obrigado, muito obrigado.
Fernando Girão
30 junho 2009